Criciúma E.C

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A História do Clube

O Clube

Comerciário Esporte Clube

O Comerciário Esporte Clube foi fundado em 13 de maio de 1947, na Praça Nereu Ramos, por um grupo de rapazes, na maioria com 18 anos, moradores do centro da cidade. Esta foi a primeira vez que o centro possuía um time de futebol.

No dia 15 de maio, do mesmo ano, aconteceu a primeira partida do recém fundado clube. O adversário foi o já tradicional São Paulo Futebol Clube, da Vila Operária. O jogo aconteceu no estádio do Ouro Preto e o placar não poderia ter sido outro, a jovem equipe foi derrotada por 4 a 0.

A primeira bola do time foi comprada por 17 contos e 500 réis e o primeiro terno, listrado de azul e branco, adquirido após uma coleta no comércio. No dia 8 de junho, as duas equipes voltaram a se defrontar no mesmo local. O time do São Paulo voltou a aplicar outra goleada, 4 a 1, sendo que o zagueiro, Carlitos, foi o autor do primeiro gol do time do centro.

A primeira vitória só aconteceu na terceira partida, também diante do São Paulo, o Comerciário venceu pelo placar foi 3 a 2. A primeira viagem foi para Siderópolis, onde o time enfrentou o Grêmio Esportivo Macedo Soares. A equipe de Criciúma conquistou um honroso empate fora de casa.

O primeiro título do Comerciário foi conquistado em Siderópolis, em 8 de fevereiro de 1948. O time era considerado a zebra do torneio, por ser o caçula da região. Em 1949 aconteceu a primeira grande vitória do time do centro, a equipe azul e branca derrotou o Atlético Operário em duas oportunidades, por 3 a 1 e 6 a 1, conquistando assim o seu primeiro título da Larm (Liga Atlética da Região Mineira). O esquadrão campeão era formado por: Mário; Colombi, Vante, Muricy e Zoile; Ary, Carlitos e Eraldo; Detefon, Aníbal e Bigode.

Em 49, repetindo a mesma base, tornou-se novamente campeão, derrotando de novo o Atlético Operário. O tricampeonato foi conseguido em 1951. Com uma campanha invejável, o Comerciário venceu 20 partidas das 28 disputadas, empatou 4 e perdeu 4. Em 1955, o clube inaugurava o estádio Heriberto Hülse. O Comerciário voltaria a conquistar o campeonato da Larm nos anos de 57, 58 e 60.

O primeiro título estadual

A principal façanha do time do centro foi a conquista do primeiro título estadual, que aconteceu no ano de 1968. Naquele tempo, estava despontando para o futebol nacional o ponteiro direito Valdomiro Vaz Franco, que depois foi um dos grandes ídolos do Internacional de Porto Alegre. O título foi ganho em uma partida extra, contra o Caxias de Joinville, no estádio Adolfo Konder, em Florianópolis. O time campeão era este: Batista; Alemão, Lili, Conti e Toco; Bita, Ivanzinho e Sado; Valdomiro, Chiquinho e Bossinha. O Caxias foi derrotado por 2 a 0 e a vitória ratificou o título dos Comercialinos.

Em 1970, atingido por uma séria crise financeira, o Comeciário Esporte Clube foi obrigado a encerrar as atividades no departamento de futebol profissional, só retornando a disputar o campeonato catarinense em 1977.

De Comerciário a Criciúma

No ano de 1978, o Comerciário começou a passar por uma profunda transformação. No dia 17 de março aconteceu a mudança do nome, passando a se chamar Criciúma Esporte Clube. A primeira partida como Criciúma foi no dia 2 de abril de 1978, contra o Marcílio Dias, no estádio Heriberto Hülse. O jogo terminou empatado em 0 a 0. O primeiro gol do Criciúma foi assinalado por Laerte, no empate em 1 a 1 diante do mesmo Marcílio Dias, dois dias após a primeira partida. No dia 16 de abril aconteceu a primeira vitória do novo clube, contra o Concordense, por 2 a 0, no Heriberto Hülse, sendo os dois gols assinalados por Ademir.

Em 13 de maio de 1984, o Criciúma estreiou o seu novo uniforme, nas cores amarelo, branco e preto, num jogo contra o Joinville que terminou empatado em 2 a 2. Na ocasião, também foi mostrado o novo distintivo do clube. A torcida do novo Criciúma Esporte Clube só pôde soltar o primeiro grito de campeão no ano de 1986. A campanha no estadual foi excelente, com 20 vitórias, 11 empates e 7 derrotas. O time campeão tinha: Luis Henrique; Chiquinho (Sarandi), Sílvio Laguna, Solis e Itá; Jairo, Rached e Carlos Alberto; Vanderlei, Edmilson e Jorge Veras.

Glórias nacionais

Em 1989 o time volta a ser campeão estadual, em 90 conquista o bi e em 91, o tri-campeonato estadual. No mesmo 1991, o clube ainda conseguiu o seu principal título em toda a sua história, a Copa do Brasil, contra o Grêmio Porto Alegrense. Na primeira partida, em Porto Alegre, aconteceu um empate em 1 a 1, com o gol do Tigre sendo assinalado por Vilmar. Na partida de volta, no Heriberto Hülse, ocorreu outro empate, só que desta vez em 0 a 0. A vantagem do gol fora de casa deu ao Tigre o tão sonhado campeonato e a vaga para disputar a Taça Libertadores da América 1992 .O grupo base tinha: Alexandre; Sarandi (Jairo Santos), Vilmar, Altair (Wilson) e Itá; Roberto Cavalo, Gélson e Grizzo; Zé Roberto (Vanderlei), Soares e Jairo Lenzi. Técnico: Luiz Felipe Scolari. Esse mesmo grupo voltaria a realizar uma excelente campanha na Taça Libertadores, sendo desclassificado nas quartas-de-finais, pelo São Paulo Futebol Clube. Nos anos de 93, 95 e 98, o Criciúma Esporte Clube conquistou o Campeonato Catarinense.

No ano de 2002, o clube é campeão do Campeonato Brasileiro da Série B e garante o seu retorno, após cinco anos, à elite do futebol brasileiro, em uma final disputada contra o Fortaleza e na primeira partida, realizado na casa do adversário, o Fortaleza venceu por 2 a 0. Na volta, no Heriberto Hülse, o Criciúma venceu por 4 a 1, gols assinalados por Paulo Baier (3) e Dejair. O time que jogou a final foi: Fabiano; Paulo Baier, Cametá, Luciano, Luciano Almeida (Sandro); Cléber Gaúcho, Cléber (Edinho), Juca, Dejair; Delmer, Anderson Lobão (Tico). Técnico: Edson Gaúcho.

Em 2003, o clube fez uma boa campanha na Série A, conseguindo manter-se na elite, mas caiu, em 2004, para a Série B e em 2005, para a Série C.

Em 2006, o clube conquistou o título do campeonato brasileiro da Série C, garantindo seu retorno à Série B em um jogo contra o Vitória. O Tigre não tomou conhecimento do adversário e ganhou por 6 a 0. Com gols marcados por Leandro Guerreiro, Alexsandro, Beto Cachoeira (2), Fernandinho e Zé Carlos. O time que jogou esta partida tinha: Zé Carlos; Silvio Criciúma, Rodrigo e Claudio Luiz; Bosco, Leandro Guerreiro, Marcelo Rosa, Douglas e Fernandinho; Dejair e Beto Cachoeira. Técnico: Guilherme Macuglia.

No ano de 2007, o Tigre chegou à final do catarinense, perdendo para a Chapecoense, no estádio Heriberto Hülse. Também em 2007, o clube buscava alcançar o título e o acesso à série A de 2008, vencendo a Série B. O Criciúma começou de uma forma animadora, arrasando, chegando a terminar o primeiro turno na primeira colocação. No returno, a situação começa a piorar e após algumas rodadas, o Tigre começa a despencar na tabela fazendo uma campanha nada igual a do primeiro turno, terminando o campeonato em sétimo.

As cores

O amarelo representa a riqueza que a região sul de Santa Catarina tem.

O preto representa o carvão, fonte de desenvolvimento de Criciúma e região.

Branco é a cor que predominava em todos os clubes da região mineira.

O Majestoso

O Estádio Heriberto Hülse

O estádio Heriberto Hülse é o local onde o Criciúma Esporte Clube manda suas partidas. Foi em 16 de outubro de 1955, com uma partida entre Comerciário e Imbituba, onde a equipe imbitubense levou a melhor, vencendo os donos da casa por 1 a 0.

No início, o gramado foi projetado ao contrário do que é hoje, sendo uma das goleiras voltadas para o portão principal. Foi o goleiro do Comerciário, Mário, que alertou a diretoria. Naquela posição o sol atrapalharia os zagueiros e o goleiro a qualquer hora do dia.

O Heriberto Hülse é um dos principais palcos esportivos do estado de Santa Catarina, o único estádio de futebol com completa cobertura para os torcedores. Ele já abrigou competições de nível internacional como a Copa Libertadores da América de 1992, ano em que foi completamente adaptado para competição. Atualmente, tem capacidade para 19.300 torcedores, em decorrência de uma adequação às normas do estatuto do torcedor.

O maior público registrado no Majestoso, como é conhecido pela torcida, foi em 6 de agosto de 1995 no jogo Criciúma 1 X 0 Chapecoense, pelo campeonato catarinense. O jogo teve 31.123 expectadores e uma renda de R$115.815,00.

Como chegar

Para quem vem do Norte: Chegando na cidade pelo acesso norte da BR-101 (km 381), trafegar pela Av. Centenário até chegar na sinaleira após o Supermercado Giassi. Vire à direita e, na próxima sinaleira à esquerda. Siga sempre em frente e chegará ao estádio Heriberto Hülse.

Para quem vem do Sul: Utilizando o acesso central da BR-101 (km 392), seguir sempre pela Rod. Luiz Rosso e pela R. Des. Pedro Silva. Em frente a Caixa Econômica Federal, a rua tem um sentido único (à direita). Pronto! Você está nos fundos do estádio Heriberto Hülse.

Para quem vem do Planalto: Após o término da Rod. SC-446, siga pelas ruas Julio Gaidzinski, Marechal Deodoro e Santa Catarina; até chegar ao estádio Heriberto Hülse.

Quem Foi Heriberto Hülse

Nascido em 30 de Abril de 1902, filho de Augusto Hülse e Delfina Orige Hülse, Heriberto Hülse foi político e administrador com formação direta e feita na iniciativa privada. Como grande parte dos administradores catarinenses, formou-se no dia-a-dia da experiência que foi adquirindo, principalmente, nas atividades da Organização Lages, para onde entrou em 1923. Naquela organização, chegou a participar das atividades da alta administração da mineração do carvão na zona de Laguna.

Durante o governo do industrial Irineu Bornhausen (1954), Heriberto Hülse foi nomeado Secretário da Fazenda. Em 1955, foi eleito vice-governador de Santa Catarina e assumiu o governo em 19 de Junho de 1958 com o falecimento do Governador Jorge Lacerda.

Como político, foi um dos fundadores da UDN (União Democrática Nacional) em Santa Catarina e, em decorrência disso, em Criciúma. Quando deixou o Governo do Estado, foi nomeado diretor vice-presidente da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), em 1961. Em 1965, foi nomeado presidente do Conselho Administrativo da Caixa Econômica Federal de Santa Catarina, pelo então Presidente da Repúlica Marechal Castello Branco.

Possuia as seguintes condecorações: Comenda de São Gregório Magno (concedida pelo Papa João XXIII) e a Medalha de Mérito Tamandaré (da Marinha de Guerra).

Foi casado com Lucília Corrêa Hülse e do matrimônio nasceram dois filhos.

Heriberto Hülse faleceu na cidade de Florianópolis em 11 de Novembro de 1972.

Nossos Presidentes
# Nome Período
1 Sinval Rosário Bohrer 1947-1951
2 Galdino Trento 1952
3 Sinval Rosário Bohrer 1953
4 Antônio Silvio Búrigo Carneiro 1954-1955
5 Ary Fernando Búrigo 1956-1958
6 Antônio Silvio Búrigo Carneiro 1959
7 David Conti 1960-1961
8 Honório Búrigo 1962
9 Antenor Angeloni 1963
10 Algemiro Manique Barreto 1964-1965
11 Hélcio Bianchini Góes 1966
12 Aristides Bolan 1967-1968
13 Jarvis Gaidizinski 1969-1970
14 David Conti 1971-1972
15 Voimer José Conti 1973-1974
16 David Conti 1975-1976
17 Osvaldo Patrício de Souza 1977
18 Antenor Angeloni 1978-1980
19 Guido José Búrigo 1981
20 Domerval Zanatta 1982
21 Silvio Damiani Búrigo 1983
22 Antenor Angeloni 1984
23 Moacir José Fernandes 1985-1992
24 Afonso Back 1992
25 Dorly Naspolini 1993-1994
26 Milton Campos Carvalho 1995-1996
27 Joacir Scramin 1996-1998
28 Voimer José Conti 1999
29 Cláver Luiz Vieira 1999-2000
30 Moacir José Fernandes 2000-2007
31 Édson Roberto Búrigo 2008-2009
Sócios Fundadores
# Nome
1 Antenor Longo
2 Anísio Cardoso
3 Carlos Augusto Borba
4 Carlos Rovaris
5 Clemente Hertel
6 Eddie Barreiros Melo
7 Giácomo Della Giustina
8 Hamilton Prates
9 Hercílio Amante Guimarães
10 Nelson João Garcia
11 Lédio Búrigo
12 João Batista Brigido
13 José Carlos Medeiros
14 Jure João Borba
15 Rui Passavante Rovaris
16 Salentino Ramos
17 Sinval Rosário Bohrer
18 Pedro Canarin
19 Nicolau Destri Napoleão
20 Homero Virgilio Borba
21 João Antunes
22 Zélia Guimarães Machado (Madrinha)
Diário

Comerciário Esporte Clube - Diário de um Fundador

por: Carlos Augusto Borba

O Atlético Operário teve relação histórica com a Fundação do COMERCIÁRIO ESPORTE CLUBE, por uma explicação muito simples: Como eu treinava naquele clube, no inicio de 1947, no segundo time, enfrentava os melhores jogadores titulares. Entre eles o lateral direito, de apelido Roxo, que era o meu marcador. Ocorre que num dia de treino, o "Roxo", em uma jogada brusca, rasgou minha chuteira do dedo "mindinho" até o calcanhar. Tal fato contrariava o meu espírito esportivo, alicerçado na lealdade.
De retorno para casa, pelos trilhos da estrada de ferro, em diálogo com meus "botões", eu lhes perguntei: - Por que não fundamos um "time" no centro? A resposta foi positiva e a idéia criou corpo no meu já crescido círculo de amizade e por fim decidimos concretizar a idéia.
Nossos pontos de encontro eram no Café São Paulo e no Monumento dos Mineiros, ambos situados na Praça Dr. Nereu Ramos. E foi, justamente nos degraus do monumento, que decretamos a decisão: estava fundado aquele que seria o COMERCIÁRIO ESPORTE CLUBE em 13 DE MAIO DE 1947, jogando seu primeiro dia dois dias depois.

Foram seus fundadores, conforme consta em ata, os seguintes desportistas, por ordem alfabética: ANTENOR LONGO, ANÍSIO CARDOSO, CARLOS AUGUSTO BORBA, CARLOS ROVARIS, CLEMENTE HERTEL, EDDIE BARREIROS MELLO, HAMILTON PRATES, HERCÍLIO GUIMARÃES, HOMERO VIRGÍLIO BORBA, JACÓ DELLA GIUSTINA, JOÃO ANTUNES, JOÃO BATISTA BRÍGIDO, JOSÉ CARLOS MEDEIROS, JURÊ JOÃO BORBA, LÉDIO BURIGO, NELSON JOÃO GARCIA, NICOLAU DESTRI NAPOLEÃO, PEDRO CANARIN, RUI PASSAVANTE ROVARIS, SALENTINO RAMOS E SINVAL ROSÁRIO BOHRER.

O COMERCIÁRIO ESPORTE CLUBE já nasceu tão organizado, que na mesma ata de fundação consta a eleição de sua primeira diretoria, composta pelos seguintes fundadores:
Presidente de Honra - Antenor Longo
1º Presidente - Sinval Rosário Boehrer
2º Presidente - Clemente Hertel
Orador - Nicolau Destri Napoleão
Técnico - Anísio Cardoso
Guarda Esporte - Homero Virgilio Borba
1º Secretário - Eddie Barreiros Mello
2º Secretário - Salentino Ramos
1º Tesoureiro - Jurê João Borba
2º Tesoureiro – José Carlos Medeiros

Consta, ainda, na já citada ata de fundação, a indicação, feita pelo 2º Presidente Clemente Hertel, das senhoritas ZELIA GUIMARÃES, DALCI ROVARIS E CECILIA YARUSCHESKI, como candidatas a madrinha do Comerciário Esporte Clube.
Procedida a votação, foi apurado o seguinte resultado: Zélia Guimarães (12), Dalci Rovaris (4) e Cecília Yaruschesck (0). Estava eleita, desta maneira, a primeira madrinha da agremiação: Srta. Zélia Guimarães.
Ainda neste mesmo dia, já foi enviado um convite ao Sr. Manoel João Crispim, presidente do São Paulo Futebol Clube, para realizarmos o primeiro jogo, no qual aconteceria a apresentação oficial do uniforme.
Assim, no dia 15 de maio de 1947, o Comerciário, já devidamente uniformizado, partiu da residência do Sr. Virgilio Amandio de Borba, desfilou pela Praça Nereu Ramos e pela rua Cel. Marcos Rovaris e se encaminhou ao Estádio do Ouro Preto, no Bairro Pio Correa. Como disse o Lédio Búrigo, em entrevista ao repórter Eduardo Kornives, do Jornal da Manhã: "aquele desfile foi um lastilho de pólvora que incendiou a população do centro de Criciúma".
É bem verdade que levamos uma goleada de 4x0.
Os "desfilantes" que levaram a goleada, "adentraram" no gramado com a seguinte formação: Pedro Canarin, Lédio Búrigo e Rui Passavante Rovaris; Nelson Garcia, Carlos Rovaris e Hamilton Prates: Homero Virgilio Borba, Hercílio Guimarães, José Carlos Medeiros, Carlos Augusto Borba e Jacob Della Giustina.
Estava presente na festa, claro, a madrinha.
Para se ter uma idéia da adesão dos citadinos, seria suficiente ler a relação dos contribuintes espontâneos, que deve estar, ainda, exposta na sala de troféus do clube, na entrada do restaurante Coliseum, junto ao Estádio Heriberto Hülse e que leva o nome de DÉCIO BIANCHINI GOES.

DIVISÕES INTERNAS.

Uma semana após a sua fundação, o Comerciário já realiza uma segunda reunião, cujos termos lavrados em ata daquela data, apresentavam algumas questões internas, capazes de levar alguns membros da primeira diretoria a pedirem a renúncia do quadro de sócios. Foram eles o 2º. Secretário Salentino Ramos e o Guarda Esporte Homero V. Borba. As razão da desavença foi a proposta do 2º. Presidente, Clemente Hertel, para formar já duas equipes. Uma para disputar os jogos regulares, participar de torneios, enquanto a segunda se destinaria fazer as preliminares. Argumentando que este segundo time ficaria no esquecimento, alguns fundadores discordaram da proposta. Mesmo assim e após a discussões normais, a proposta foi submetida a votação, tendo sido aprovada por nove votos contra cinco. As renuncias não foram aceitas, e a Diretoria desejando que a matéria fosse aprovada por unanimidade, marcou nova reunião para o dia 23 de maio, três dias após.
Naquela data, volta o Comerciário Esporte Clube a se reunir para rediscutir a proposta da reunião anterior. Fez uso da palavra Jurê João Borba que apresentou as razões da não aceitação da proposta, no que foi seguido pelos senhores fundadores Anísio Cardoso, Sinval Rosário Bohrer e Antenor Longo. Com as razões apresentadas, todos concordaram em não aprovar a proposta. Assim a paz voltou ao seio comercialino.

LIGA ATLÉTICA DA REGIÃO MINEIRA – LARM.

No livro de atas do Comerciário Esporte Clube, às fls. 4v, e em data de vinte e cinco de agosto de 1947, consta a informação do Presidente, Senhor Sinval Rosário Bohrer de que iria entrar em contato com as diretorias dos clubes na época existentes na Região Mineira, visando a criação de uma "Liga Esportiva" que coordenasse o esporte nesta região. Esta é o embrião do nascimento da "Liga Atlética da Região Mineira" – LARM.

OS HERÓIS DO PASSADO

Apesar de que muitos ainda continuarem a escrever a historia desta agremiação, gosto de lembrar os heróis do passado, que em todos os momentos lutaram pela grandeza do COMERCIÁRIO ESPORTE CLUBE, com "ALMA, GARRA E CORAÇÃO", conforme a letra do HINO OFICIAL DO CRICIUMA ESPORTE CLUBE, de autoria de CARLOS ERNESTO RAMOS LACOMBE, foram eles, na qualidade de Presidentes Executivos: Sinval Rosário Bohrer, Galdino Trento, Dr. Antonio Silvio Búrigo Carneiro, Ary Fernando Búrigo, David Conti, Honório Búrigo, Antenor Angeloni, Argemiro Manique Barreto, Hélcio Bianchini Goes, Aristides Bolan, Jarvis Gaidzinski, Voimer José Conti, Osvaldo Patrício de Souza, Guido José Búrigo, Domerval Zanatta, Dr. Silvio Damiani Búrigo Moacir Fernandes e Afonso Back.
Como Presidentes do Conselho Deliberativo:- Dr. Hélcio Bianchini Goes, Ire Guimarães, Dr. João Aparecido Kantovitz, Carlos Augusto Borba e Dr. Werner Backes.

Os heróis do presente, como Presidentes Executivos: Dorly Naspolini, Milton Campos Carvalho, Joacir Scremin, e Édson Búrigo.
Como Presidentes do Conselho Deliberativo: José Locks, Argemiro Manique Barreto, Felix Albano Michels, Afonso Back e José Norberto Perucchi.

Permito-me, ainda, expor na galeria de Heróis do Passado, aqueles que, de uma forma ou de outra, prestaram relevantes serviços ao Comerciário: Décio Bianchini Goes, Adelfo Garbelotto, Leone Benedet, Maximiliano Gaidzinski, Lino de Bona Castelan, Nery Búrigo, Volney Luiz Conti, Situnius Nuenberg, Ivo Zanette, Maurílio C. Pereira, Hélvio Beneton. Dilto Rovaris, Altino W. Silvestre, Pedro Búrigo, Taurino Pereira, Francisco Balthazar, Jorge Zanatta, José Ijair Conti, João de Bona Castelan, Ademar Canarin, Mauro Meller, Murici Búrigo e Ari Búrigo Minhas desculpas àqueles que, por um lapso de memória, os omiti.

DE COMERCIÁRIO PARA CRICIÚMA ESPORTE CLUBE.

Pela reunião extraordinária do Conselho Deliberativo de Comerciário Esporte Clube, realizada,no dia 17 de março de 1978, presidida pelo Dr. João Aparecido Kantovitz e secretariada pelo Dr. Neri Búrigo, e compondo a mesa ainda o Sr. Ire Guimarães, Vice Presidente do Conselho , e Antenor Angeloni, Presidente da Diretoria do Comerciário Esporte Clube, foi submetida a discussão o 3º. Item da ordem do dia que previa a mudança dos Estatutos Sociais, que permitisse a mudança do nome do clube de Comerciário Esporte Clube para Criciúma Esporte Clube.
Esta proposta de mudança foi apresentada pelo Presidente Antenor Angeloni, argumentando que esta era uma das condições exigidas pelas classes empresariais para continuarem com as suas contribuições financeiras.
Submetida à deliberação soberana do Conselho, fizeram uso da palavra em favor da mudança os senhores Algemiro Manique Barreto e José Ijair Conti, 2º. Vice Presidente da Diretoria,
Contra a mudança falaram os Srs. Dr. Hélcio B. Goes e Carlos Augusto Borba, este fundador do clube, entre outros.
Por proposta do Conselheiro Osvaldo Souza e aprovada pela maioria, decidiu-se que a votação fosse tomada por voto secreto.
Votaram naquela noite, setenta e sete (77) Conselheiros, dos setenta e nove (79) presentes. Para procederem a apuração, foram convidados os Conselheiros Dr. Olavo A. Sartori e Carlos Augusto Borba. Foi convidado, ainda, o Sr. Dr. Nereu Guidi, DD. Secretário do Interior e Justiça do Estado de Santa Catarina, que se achava presente no recinto, para secretariar a apuração. Terminada a apuração dos votos, verificou-se o seguinte resultado: Em favor da mudança para Criciúma Esporte Clube, votaram cinquenta e um (51 ) Conselheiros. Em favor da manutenção do nome Comerciário Esporte Clube, votaram vinte e quatro (24) Conselheiros. Verificou-se ainda um voto em branco e um voto foi anulado.
Conhecido o resultado, o Sr. Presidente declarou aceita a proposta da Diretoria, bem como o projeto de alteração estatutária, a qual altera o art. 156 e inclui o Art. 157 e parágrafo único nos Estatutos Sociais, do seguinte teor:- O Artigo 156 dos Estatutos Sociais, aprovados pela Assembléia Geral realizada em 10 de Abril de 1967, publicados no Diário Oficial do Estado de Santa Catarina no dia 28 de abril de 1967, , n. 28.280, registrados sob o no. 174 no livro A-1, folhas 132v e 133, no dia 31 de outubro de 1967, no Cartório de Registro Civil de Títulos e Documentos da Comarca de Criciúma, Escrivão Agostinho Cipriano de Farias, continuam em pleno vigor, com a alteração parcial deliberada pela reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, realizada em 17 de março de 1978, conforme redação do artigo 157 e parágrafo único:- ARTIGO 157 O COMERCIÁRIO ESPORTE CLUBE, PASSA A DENOMINAR-SE CRICIÚMA ESPORTE CLUBE, E SEM SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE, vinculando todos os direitos e obrigações existente entre a sociedade e toda e qualquer pessoa física e jurídica de direito público e de direito privado, bem como as relações empregatícias de seus empregados e "atletas"permanecendo em plena vigência, todos os contratos particulares ou públicos em que a sociedade for parte.
PARÁGRAFO ÚNICO:- Nos Estatutos Sociais e em todos os contratos e registros onde constar a denominação Comerciário Esporte Clube, DEVE-SE LER Criciúma Esporte Clube.
As alterações dos Estatutos acima assinaladas foram devidamente averbadas, às margens do Registro n. 174, do livro A-1 já citado, em 27.03.1978.

OBSERVAÇÕES: - Os termos da ata acima descrita poderiam ser sintetizados, mas como tenho preocupação com os "historiadores" sobre este tema, resolvi me estender. Diz o Osvaldo Patrício de Souza que o resultado poderia ser diferente, se os seus vinte (20) conselheiros o acompanhassem na votação. Apenas dez (10) o seguiram, daí... Houve também suspeitas de que menores foram incluídos na hora, como conselheiros, o que transgrediria as normas estatutárias então vigentes.

Não satisfeito com a mudança de nome fiz publicar na Revista da Embasul um artigo sob o título "Quo Vadis?" onde deixei transparecer as razões que me levaram a ser contra o ato. Outros opositores foram mais drásticos, pois nunca mais apareceram no Estádio Heriberto Hülse.

LOGOTIPO E COR.

Exatamente cinco anos após a mudança de nome, o Conselho Deliberativo discutiu a modificação do logotipo e inclusão de nova cor no uniforme do clube. Em votação, por maioria de votos o Conselho não aprovou a inclusão de cor, mas foi favorável, em caráter provisório, que se retirasse do interior do logotipo o símbolo do "Comerciário", substituindo-o pelas letras "CEC".

NOVAS CORES, BANDEIRA E LOGOTIPO.

Com o objetivo, entre outros, de mudar a cor azul e branca do Comerciário, sua bandeira e logotipo para aquelas que representassem o novo nome da entidade, Criciúma Esporte Clube, me elegi presidente de seu Conselho Deliberativo em 16 de Maio de 1983. Assim, já em 31 de março de 1984, as mudanças pretendidas foram levadas para apreciação do mesmo Conselho, em reunião extraordinária, tendo como local as dependências do sitio do Sr. Antenor Angeloni.
Ao iniciar a reunião, fiz a leitura do meu artigo "Quo Vadis", já citado, para demonstrar a minha isenção no encaminhamento das discussões.
Registra a ata lavrada pelo Secretário, conselheiro Volney Luiz Conti, o número de trinta e cinco (35} votos em favor da mudança e de três (3) contra. – Tomaram parte dos debates os conselheiros Lédio Búrigo, Julio César Lopes, Décio Goes, Carlos Lacombe, Heitor Carvalho e Antenor Angeloni.
Por sugestão do Conselheiro Heitor Carvalho, foram aprovadas por trinta e quatro votos (34) e adotadas as cores preta, amarela e branca, enquanto o Logotipo seria aquele que representavam as quatro (4) etnias que contribuíram para o surgimento da cidade de Criciúma.

CINQUENTENÁRIO DO CRICIÚMA ESPORTE CLUBE

Atendendo convite de seu Presidente, Sr. Joacir Scremin, constitui uma comissão de festejos comemorativos ao seu cinqüentenário. Dela fizeram parte Lédio Búrigo, Hercílio Guimarães, Sálvio Aguiar, Carlos Alberto D, Ávila.
A programação constou uma corrida rústica, exposição dos troféus conquistados, tendo como local o Terminal Urbano Central, missa oficiada pelo Padre Pedro, palestras sobre a data e, um jantar na S.R. Mampituba para duzentas (200) pessoas e muitas autoridades presentes. Naquela oportunidade a Cecrisa fez distribuição de brindes para pessoas por ela selecionadas.
Não fosse a participação do Joacir e de seu vice Geraldo Luiz de Farias, muito pouca coisa poderia ser feita, pois os administradores, acho, contratados, faltaram com o seu apoio. Mesmo assim, e sob vigilância médica de meu filho, consegui levar a bom termo, dentro das minhas possibilidades e condições recebidas, a missão assumida.
Como prêmio, vi aprovada pelo Conselho minha sugestão de concessão de 48 títulos de sócios beneméritos, cujos nomes constam da ata de 28 de julho de 1997, do mesmo Conselho.

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